
É noite enluarada, o céu está prateado,
E a minha pena sempre vigilante
Logo se inquieta, e as palavras rolando
Ao branco do papel, dão-lhe cor vibrante.
Em cada traço vejo seu corpo ondulado.
Percorro seus montes, aclives excitantes...
Perco-me na sua geografia, fico aloucado.
Ardendo de desejos e loucos delírios,
Divido com a lua e a poesia, os lamentos!
Derramei os meus versos, portentos?
Não sei! Sei que vieram como um dilúvio!
Diná Fernandes
