
Nas minhas noites insones e fantasiosas
Leio e releio suas cartas já amareladas
Meus olhos engolem as palavras amorosas
Momento taciturno chora a alma amargurada
Meu corpo lasso revigora em água de rosas
Debruço-me sobre as horas roubadas
Escrevo versos desejando contigo uma prosa
Me perco na ilusão que ainda sou a sua amada
Diná Fernandes