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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Questão de Amor








Misterioso este tal de amor
Provoca inesgotáveis sensações
Ora nos faz feliz, noutra provoca dor
Manda no coração, vai além das limitações
E eis que de repente é também traidor

Não deveria ser dissoluto, o amor
E sim, firme e unido como as constelações
Não se abalar ao primeiro furor
Transformando-o em desilusões
Dói, ver a morte do “sim” do amor

Sentir a alma nua sem mais ilusões
Como folhas de outono, perder a cor
Cultuar o passado, ignorar novas emoções
Amarelar a vida amargando o rancor
Trocar a renúncia por exaltações

Não sobrevive inseguro, o amor
Sufoca-lhe as expiações
Ciúme, incitamento e rigor.

Diná Fernandes



6 comentários:

SONHADORA disse...

O AMOR NÃO É MISTERIOSO...SIMPLESMENTE PRECISA SER ENTENDIDO...

BEIJO

JAIRCLOPES disse...

Sempre que aqui venho minha alma se eleva. Parabéns pelo texto e um belo ano 2010 para você.

JAIRCLOPES disse...

Gostei, virei mais vezes aqui. Aproveito para recomendar o blog: www.seteramos.blogspot.com
Lá tem uma homenagem a Gabriela Mistral que vale a pena ler.

Dina a Ciganinha disse...

Obrigada nobre Sonhadora.Honra-me sua leitura e comentário.
bjs!

Dina a Ciganinha disse...

Meu prezado Jacir,

Você como sempre gentil. Grata por suas amáveis palavras,alegra-me sua visita.
Bjs no coração.

Marli Reis disse...

O resultado da distância entre o sentimento poético e o papel - ou o teclado - é a acomodação das palavras de forma tão terna ou que arrebata nosso coração para um mundo imaginário! Sim, a poesia faz sua morada aqui, sendo assim, encontramos por aqui uma poetisa!
Parabéns também e grata!
Abraço!

Marli Reis